Notícia
Criptopórtico Romano de Lisboa


A equipa de produção audiovisual do AML - Videoteca em parceria com o CAL - Centro de Arqueologia de Lisboa está a registar em vídeo a intervenção arqueológica e respectiva valorização do Criptopórtico Romano de Lisboa.   As imagens recolhidas visam a produção de documentos audiovisuais que preservem a memória das intervenções técnicas realizadas e que promovam a extrema relevância deste património histórico da cidade de Lisboa.

O Centro de Arqueologia de Lisboa (CAL), aproveitando a janela de oportunidade aberta pela dinâmica de reabilitação urbana na Baixa Pombalina, encontra-se presentemente a desenvolver um conjunto de ações que se integram numa iniciativa maior, o Projeto de Estudo e Valorização do Criptopórtico Romano de Lisboa (CRLx).

Este projeto sublinha a primazia tutelar que a Câmara Municipal de Lisboa (CML) tem exercido sobre o monumento desde o século XIX e a sua importância como património de referência para a cidade.

Entre outros objetivos, pretende-se a fruição pública do monumento a partir da criação de um novo acesso que substitua o atual alçapão localizado no centro da faixa de rodagem da Rua da Conceição que não oferece aos visitantes as melhores condições de segurança e afasta o público de mobilidade reduzida.

Neste âmbito, o CAL estabeleceu negociações com os proprietários dos imóveis sitos na Rua da Prata, 45-51 / Rua de S. Julião, 86-106 (Foto 1), para intervir arqueologicamente no espaço da cave já que a sua localização estratégica, confinante com uma das galerias de maior altura da construção romana, e a sua altimetria, próxima da verificada no interior da referida, viabiliza a estruturação desta nova entrada, mais segura e inclusiva, que possibilitará a integração definitiva do monumento na oferta patrimonial e turística do município.

A intervenção arqueológica em curso, para além de ter cumprido o supracitado objetivo de desobstrução da “Galeria das Nascentes” (Foto 2), tem revelado novas e importantes informações no que diz respeito à caracterização do monumento (estando já reconhecida a sua componente portuária na antiga frente ribeirinha da cidade romana), ao seu faseamento construtivo, aos seus limites e à sua integração na malha urbana (Foto 3 e 4). Para além da investigação arqueológica, estão a ser desenvolvidos estudos sobre a sua conservação, questão particularmente relevante na medida em que a estrutura permanentemente inundada mantém a sua funcionalidade original de sustentar construções, neste caso as que foram construídas sobre ela no pós-terramoto e que ao longo dos anos foram sofrendo intervenções diversas, algumas delas profundas, que provocaram alteração de cargas evidentes, para além de outro tipo de impactos resultantes do tráfego automóvel e da circulação do elétrico nº 28.

Um pequena amostra do que se está a fazer pode ser visto aqui