Notícia
TOPOGRAFIAS IMAGINÁRIAS 2º ciclo de visionamento comentado ARQUITETURA II


O ciclo TOPOGRAFIAS IMAGINÁRIAS pretende levar a descobrir os modos pelos quais o cinema não só retrata mas reinventa Lisboa

 

 

TOPOGRAFIAS IMAGINÁRIAS

2º ciclo de visionamento comentado

Arquitectura II

todas as 4ªs feira de maio, 2016

na Videoteca do Arquivo Municipal de Lisboa

(Largo do Calvário nº2)

 

4. Maio. 18h30

Doc’s Kingdom. Robert Kramer (1987), 92’

comentado por:

José Manuel Costa (diretor da Cinemateca Portuguesa)

Ana Vaz Milheiro (arquiteta, investigadora)

Nuno Lisboa (programador de cinema, investigador)

Exilado dos EUA, Doc deixa-se ficar por Lisboa. Os dias arrastam-se entre a taberna onde cada dia começa e acaba, o hospital onde trabalha e um barracão no porto, a sua casa (que o faz lembrar Nova Jersey). Mas o que é afinal a casa, home, para um homem para quem a vida é um permanente estado de errância e fuga? O que é uma casa quando a sala de estar, sem teto, são dois bancos de avião pousados num terreno baldio?

em simultâneo nos postos individuais de visionamento

O Estado das coisas, Wim Wenders (1984), 116’

O Fantasma, João Pedro Rodrigues (2000), 90’

Tarde Demais, José Nascimento (1999), 92’

 

11. Maio. 18h30

Ninguém duas vezes. Jorge Silva Melo (1985), 107’

comentado por:

Jorge Silva Melo (cineasta, encenador)

Francisco Frazão (programador de teatro, investigador)

Susana Ventura (arquiteta, investigadora)

Disse João Bénard da Costa que este é o “filme de quando todos – e tudo – foram embora”. Lisboa aparece aqui, de facto, como espaço dos sobreviventes e dos errantes, imagem final de um puzzle feito de espaços fechados - a casa, a igreja, o teatro (e o palco), o carro –, espaços simultaneamente demasiado grandes e demasiado pequenos (apertados) para as personagens.

 

em simultâneo nos postos individuais de visionamento

Um adeus português, João Botelho (1985), 85’

O Cerco, António da Cunha Telles (1970), 120’

Mal, Alberto Seixas Santos (1999), 82’

 

18. Maio.18h30

Recordações da Casa Amarela. João César Monteiro (1989), 120’

comentado por:

Joaquim Pinto (cineasta, engenheiro de som)

João Nicolau (cineasta)

Luís Ferro (arquiteto)

A cidade vista a partir do umbigo de João César Monteiro, primeiro filme da trilogia de Deus. Lisboa aparece do cruzamento entre o nobre e o miserável, os seus bairros mais populares são invadidos pela mais alta cultura, sempre vista de dentro, interior que no final, quando João de Deus é fechado no Hospital Miguel Bombarda e se encontra com antigas personagens (fantasmas?), é literal.

 

em simultâneo nos postos individuais de visionamento

Jaime, António Reis (1974), 35’

Fragmentos de um filme esmola: A Sagrada Família, João César Monteiro (1972), 72’

Quem espera por sapatos de defunto morre descalço, João César Monteiro (1970), 33’

 

25. Maio. 18h30

Divina Comédia. Manoel de Oliveira (1992), 140’

comentado por:

Regina Guimarães (cineasta, poeta)

José Neves (arquiteto)

O filme aparece neste ciclo como uma espécie de comentário todos os filmes anteriores. Não só é o mais radical na contenção espacial (não se sai, em nenhum momento, da casa de alienados por onde vagueiam as personagens), como clarifica, pelo seu rigor e radicalismo, todos os movimentos para que os filmes anteriores apontam: Lisboa e Portugal aparecem, no fim, como não-lugares, justamente casas de desterrados e esquecidos.

 

em simultâneo nos postos individuais de visionamento

O meu caso, Manoel de Oliveira (1986), 88’

Benilde ou a Virgem Mãe, Manoel de Oliveira (1975), 106’

O Nosso Caso – Livro III | Jonas Regina Guimarães e Saguenail (2002), 56’