Publicações
PANORAMA - 8ª Mostra do documentário Português

“Entre O Regresso à Terra (1992) e O Desejo do Saber (2011), Catarina Alves Costa oferece-nos um universo de mundos entre o rural e o cosmopolita, mergulhando nos campos da arqueologia, da arquitetura, das artes, do trabalho e da ciência. Através do seu cinema o que podemos encontrar são sobretudo as pessoas na sua condição humana, enfrentando a relatividade e a subjetividade das realidades em que estão imersas. As personagens nos documentários da Catarina vivem libertas de qualquer julgamento fácil ou precipitado, são essencialmente dignas e corajosas na sua existência condicionada como partículas no princípio da incerteza.” (Fernando Carrilho, no texto de apresentação de “Percursos no Documentário Português: Catarina Alves Costa – o despontar de uma geração”)

Conduzida “sob influência” de Catarina Alves Costa, cineasta cuja filmografia foi revista na rubrica “Percursos no Documentário Português”, toda a 8ª Mostra do Documentário Português se organizou à volta da questão antropológica na sua ligação com o cinema. No caderno, o tema é desenvolvido a partir das duas cinematografias programadas: por um lado, a partir da obra de Catarina Alves Costa (com textos do antropólogo Pedro Antunes, Rose Satiko Hikiji - professora da Universidade de São Paulo - e Humberto Martins - professor da Universidade de Trás-os-Montes -, e a publicação de uma entrevista com a própria realizadora); e por outro, a partir dos filmes vistos na rubrica “Tema em foco: olhares estrangeiros sobre Portugal – o filme etnográfico alemão” (com textos de Catarina Alves Costa, Manuela Ribeiro Sanches - professora e diretora do Cento de Estudos Comparatistas da Universidade de Lisboa -, e ainda os textos científicos que acompanhavam os filmes etnográficos do IWF, escritos por duas incontornáveis figuras da história da Antropologia em Portugal, Ernesto Veiga de Oliveira e Benjamim Pereira). O catálogo inclui ainda um texto de Carlos Maurício - historiador no ISCTE - sobre os filmes vistos na secção “Cidade de Lisboa” e um inventário exaustivo dos documentários produzidos em Portugal em 2013.

PANORAMA | 7ª Mostra do Documentário Português

O caderno da sétima edição do Panorama tem como tema em foco a relação sempre delicada do documentário com a televisão. Sob o mote de Televisão – Experimentar ou Normalizar, o caderno engloba um capítulo com textos de Francisco Rui Cádima e José Manuel Costa enquadrados com uma entrevista realizada a Anna Glogowski programadora do DocLisboa e Commissioning Editor da France Télévisions. No corpo deste capítulo o leitor poderá encontrar uma reflexão profícua sobre a tensão sempre latente entre uma forma de arte e um meio de comunicação de massas. O capítulo dedicado aos Percursos no Documentário Português aborda o documentário no cinema novo. Neste âmbito, apresenta um conjunto de entrevistas realizadas a António de Macedo, António Escudeiro e José Fonseca e Costa. O teor das entrevistas é um testemunho vivo do que era a prática do documentário na década de 60 e a importância que teve para a ficção portuguesa. Por fim e enquadrado nas Sessões Lisboa, o caderno apresenta uma reflexão do geógrafo José Bértolo com o título: Filme e cidade – Lisboa na ficção, documentário e outros filmes.

PANORAMA V os debates 2011
Ed. Janeiro 2013

Esta 5ª edição do Panorama interroga: “Como se relaciona o documentário português com o mundo de hoje?”. Neste apuramento das ligações entre o documentário e a realidade que o inspira, o Panorama não deixou de questionar a transversalidade que marca a actualidade, numa transnacionalidade perspéctica que espelha lugares e inquietações cada vez mais comuns em cenários diversos, e que não elidiu o isolar de algumas singularidades. O tema central de debate reuniu Manuel Vilaverde, programador do DocLisboa, José Neves, historiador, e Carlos Pereira e Vanessa Dias, da Escola Superior de Teatro e Cinema, representantes do projecto “Principais Tendências do Cinema Português Contemporâneo”. Se esta questão central perpassou por todas as conversas ao longo dos dezoito debates aqui reunidos, o próprio esbatimento das fronteiras de género, documentário/ficção, esteve também presente enquanto manifestação de um outro olhar sobre o próprio lugar do cinema, num mundo cada vez mais habitado pelas imagens em movimento.

Tal como nos anos anteriores, a programação procurou ser reflexo da produção documental portuguesa mais recente (esta edição incidiu sobre a produção de 2010 e integra algumas obras de 2011), e os realizadores dos filmes programados foram convidados a estar presentes e participar com os seus testemunhos e experiências. João Canijo, Regina Guimarães, Antónia Seabra, Luciana Fina, André Príncipe, Miguel Guimarães Correia, Daniel Sousa, Luis Miguel Correia, Catarina Mourão, André Agostinho, António Borges Correia, Pedro Neves, Vitor Alves, Saguenail, Pedro Sena Nunes, Rui Simões, Adelino Gomes, Maria João Soares, José Costa Barbosa, Patrícia Leal, Inês Machado, Mónica Baptista, David, Márcio Laranjeira, Joana Louçã, Alex, Nuno Ventura Barbosa, Miguel Clara Vasconcelos, Ava Koretzky, Isabel Dias Martins, Bruno Grilo, Sofia Borges, Rodrigo Lacerda, Rodrigo Lacerda e Rita Alcaire, conversaram sobre os filmes em exibição.

Neste élan com a contemporaneidade, esta edição elegeu para a secção “Percursos no Documentário Português”, a retrospectiva “Cinema no Pós-Abril”, selecção de filmes produzidos no período revolucionário pós 25 de Abril de 1974. Alberto Seixas Santos, Adelino Gomes, Fernando Matos Silva, José Nascimento, Rui Simões e Solveig Nordlund foram alguns dos autores que vivenciaram esse período e participaram nestes debates temáticos, procurando as ligações entre essa produção e a urgência do que esta então documentava.

Do conjunto de experiências relatadas e comentadas nesta 5ª edição, aqui o registo.

(Ilda Castro, no texto de introdução)

PANORAMA IV: os debates 2010
Ed. Maio 2012

Na prossecução da pesquisa anteriormente iniciada como as edições “Panorama I, II, III: os debates”, a Videoteca disponibiliza agora em formato digital “Panorama IV: os debates”, memória das conversas ocorridas durante a Mostra de Documentário Português 2010. Menos ambiciosa do que as edições anteriores, esta edição consiste na transcrição dos debates que se conjugaram a um mesmo tempo entre o tema “Como se ensina o documentário português?”, abordagem do ensino do documentário nas suas metodologias e experiências mais recentes, desde o praticado em escolas até ao de projectos pedagógicos e artísticos singulares – com a participação dos professores Graça Castanheira, José Manuel Costa, Catarina Alves Costa, Teresa Garcia, Pedro Pinho e Luísa Homem – e o tema “António Reis: Professor” e o legado exemplar deste realizador e pedagogo na história (do ensino) do cinema em Portugal – em torno do qual se congregaram as participações de Paulo Rocha, Alberto Seixas Santos, Paulo Cunha, Fátima Ribeiro, Filipe Abranches, Joana Pontes, Joaquim Sapinho, Luís Fonseca e Manuel Mozos. Inclui ainda os testemunhos dos realizadores dos filmes exibidos que em cada grupo programático pontuam e comentam os seus filmes (e os dos seus pares) e que reúne um conjunto de personalidades tão diversas como Inês Gonçalves, Lena d´Água, Gonçalo Tocha, Regina Guimarães e Saguenail, entre muitos outros.



Preço 5,05

À venda na Livraria Municipal
PANORAMA | 6ª Mostra do Documentário Português
2012

“O tema central, Como se vê o documentário português?, abre-se a muitas interpretações, umas sociológicas (da importância do público ao tipo de espectador), outras metodológicas (onde se exibir o filme- na sala de cinema, na televisão, no museu ou na internet – e em que medida isso se reflecte na linguagem e nos formatos adoptados), outras ainda ontológicas (do que se entende por documentário à intenção e à instalação da subjectividade do autor). (…) Com a Imagem Muda: Pioneiros, Caçadores e Vanguardistas, a temática dos Percursos deste ano, regressamos às origens do cinema em Portugal, para destacar a importância do “registo real” no início dessa história. (…) Difíceis estes tempos que correm. Mas a verdade é que, em mais um ano de presença fulgurante em festivais internacionais renomados, o cinema português continua a dar cartas e a gente que a ele se dedica não desiste e continua a fazer filmes – matéria de que, afinal, é feito este evento e o nosso trabalho.” (João G. Rapazote, no texto de introdução).

Como se Vê o Documentário Português?, foi o enfoque da 6ª Mostra de Documentário Português, Panorama 2012. Na resposta a esta questão, contámos com a participação de Christine Reech, Salomé Lamas, Susana Sousa Dias e Tiago Pereira, que em conversa partilham as suas experiências em relação à elaboração e/ou visionamento do seu trabalho na Televisão, na Internet, na Sala de Cinema ou na Galeria/Museu; de Paulo Viveiros que em “A Arte do Encontro” reflecte sobre a “imagem do real” e “sobre a percepção” e de Tiago Baptista em “Das “vistas” ao documentário: a não-ficção muda em Portugal”. Os textos dos programadores Madalena Miranda, Fernando Carrilho e João G. Rapazote completam a informação critica e útil desta edição.



Preço 5,05

À venda na Livraria Municipal
PANORAMA | 5ª Mostra do Documentário Português
2011

Estes tempos que vivemos, com a actual conjuntura nacional e internacional, são tempos que fazem pensar na vida. As sucessivas crises, os cortes, a austeridade são palavras já vazias, despejadas todos os dias pelas televisões, mas para quem vive todos os dias, e isso cansa, fica o imigrante que na caixa do Minipreço levou para jantar um pacote de bolachas, a velhota que na farmácia pede para levar os medicamentos que precisa em várias vezes, os telemarketings que nos telefonam para casa, e que percebemos que são pessoas mais velhas, que os callcenters já não são só para miúdos, as filas à porta de um prédio, que depois se percebe que é o Centro de Emprego. Tudo nos grita em surdina: “Revolução, Revolução, Revolução”.” (Madalena Miranda, no texto de introdução).

Como se relaciona o documentário português com o mundo de hoje?, este foi o enfoque da 5ª Mostra de Documentário Português. Na resposta a esta questão, esta recolha reúne, a par de autores emergentes e promissores, um conjunto de personalidades incontornáveis no pensamento e prática do filme em Portugal.

Christine Reeh, José Costa Barbosa, Leonor Noivo, Luciana Fina, Margarida Leitão, Salomé Lamas e Susana de Sousa Dias, escrevem em torno do mote “O filme é o que se encontra ou a procura?”. Maria Filomena Molder e João Mário Grilo conversam sobre “A possibilidade da arte na iminência da morte”. Miguel A. D. Oliveira discorre sobre o “Poder e o desejo na arte cinematográfica do ponto de vista da sua imanência no arquivo “da assunção”. Jorge Campos reflecte sobre o lugar do documentário enquanto parte integrante do universo cultural e textual do cinema. E, “Cinema-Acção?”, concilia os contributos de Ana Vidigal, André E. Teodósio, António Simão, Edgar Pêra, Pedro Rodrigues, Regina Guimarães e Vitor Silva Tavares.

Na secção “Percursos no Documentário português: Cinema no Pós-Abril”, Alberto Seixas Santos, António da Cunha Telles, José Nascimento e Solveig Nordlund relembram as suas experiências no cinema documental nesse período urgente e José Manuel Costa faz uma análise do documentário dos anos 70 na história do Cinema Português. Este capítulo congrega ainda as reflexões de Inês Sapeta Dias, Tiago Afonso, Amarante Abramovic, Catarina Alves Costa, Joana Frazão e Sérgio Tréfaut.



Preço 5,05€

À venda na Livraria Municipal
PANORAMA | 4ª Mostra do Documentário Português
2010
Depois de perguntar sobre a produção, o PANORAMA dedicou-se a pensar a produção dentro de paredes específicas, as da escola, perguntando: “como se ensina o documentário português?”. A temática foi explorada pelos próprios programadores da mostra através de uma pesquisa profunda sobre as diferentes formas que o documentário adquire nos variados âmbitos em que é ensinado. A partir de conversas com professores, com alunos e com responsáveis pela organização dos cursos, foi construída uma reflexão inédita, na qual se acede a uma lista e descrição bastante completa dos cursos onde se aborda o documentário, e à maneira como este é pensado pelos professores que a ele se dedicam.
António Reis e Margarida Cordeiro foram os cineastas revistos na rubrica “Percursos no Documentário Português”. Para além das fichas dos filmes programados – Jaime, Trás-os-Montes, Ana, Rosa de Areia – e de uma recolha e compilação das palavras dos autores sobre cada um destes filmes, publicam-se ainda textos inéditos sobre a sua obra escritos por: Regina Guimarães e Saguenail, Catarina Alves Costa, João Rapazote, Paulo Cunha, e uma conversa com Manuel Mozos. Alguns novos novos realizadores que têm passado pelo PANORAMA foram provocados a ver cada um destes filmes, e aqui se publicam ainda os seus encontros com esta obra. Assim, Joana Frazão escreve sobre Jaime, Sílvia das Fadas escreve sobre Trás-os-Montes, Tiago Afonso escreve sobre Ana, Ana Gil escreve sobre Rosa de Areia.
Numa programação intermédia dedicada ao trabalho do professor António Reis, foram mostrados os filmes dos seus alunos: de Joana Montes o filme Madalena; de Joaquim Sapinho, À Beira Mar; de João Pedro Rodrigues, O Pastor; de Luís Fonseca, O Pomar; de Fátima Ribeiro, Máscara; de Filipe Abranches, o filme Figuras. Publicam-se testemunhos destes realizadores sobre o trabalho no filme e sobre as aulas de António Reis.
Finalmente, publicam-se as fichas dos filmes programados (produção de 2009/2010) e um inventário dos filmes produzidos em Portugal em 2009.

“Um espaço onde desde o primeiro momento se pensa o documentário, não apenas como uma montra da “colheita” anual do que se faz, mas antes como um todo orgânico, onde se pensa o processo, onde a aprendizagem de “como se faz” é fundamental.”
(Madalena Miranda, no texto de introdução)



Preço 5,05€

À venda na Livraria Municipal
PANORAMA | 3ª Mostra do Documentário Português
2009
“Como se faz o documentário português? O tema central desta terceira edição incide agora na produção. Como é produzido o documentário em Portugal e de que forma a sua natureza experimental e o seu campo artístico, avesso a formatações e a regras, se coaduna com as exigências comerciais? Como conseguem os produtores e os realizadores conjugar profissionalmente espaços de liberdade criativa com objectivos concretos de financiamento, produção, exibição e distribuição? O que é uma produção criativa? Onde estão e em que consistem as novas ideias de produção? Mais do que sublinhar as usuais problemáticas conjunturais, propomos uma reflexão sobre a forma como os criadores estruturam o seu processo produtivo no meio das mesmas.
A presença de António Campos na rubrica Percursos no Documentário Português não é alheia a esta temática. Cineasta emerso maioritariamente no cinema amador, nunca se rendeu perante os obstáculos, empenhadamente engendrou os seus próprios processos produtivos em consonância com a sua liberdade criativa, deixando-nos um património fílmico ímpar, indiscutivelmente de autor. Haverá obra artística sem sacrifício?”

(Fernando Carrilho, no texto de introdução)

Para explorar as problemáticas inerentes à produção, lado mais oculto, invisível da criação cinematográfica, publica-se neste caderno uma reflexão introdutória com base numa pequena pesquisa teórica (inclui sugestões de leituras sobre o tema) onde se chega à conclusão que falar de produção é falar de trabalho – e por isso pensar a produção é pensar todas as questões políticas, económicas, sociais, que estão implicadas no pensamento sobre o trabalho. Segue-se um conjunto de testemunhos de cineastas sobre os seus processos de trabalho que nos mostram de que maneira essas questões são vistas em filmes específicos. Nestes acedemos ao processo de construção de A Dama de Chandor (Catarina Mourão), Balaou (Gonçalo Tocha), Nikias Skapinakis: O Teatro dos Outros (Jorge Silva Melo), O Jardim (João Vladimiro), & Etc (Cláudia Clemente). Publica-se ainda uma entrevista que Tue Steen Müller deu ao PANORAMA sobre a situação de Portugal na Europa ao nível da produção documental, e alguns apontamentos sobre “estruturas de produção do documentário português” parte de uma investigação desenvolvida por Fernando Carrilho.
Para acompanhar a obra de António Campos publicam-se textos de António Loja Neves, Augusto Mota, Maria Clementina Reis Jorge da Silva (dois companheiros intensos da vida de António Campos), e uma análise de Manuela Penafria (parte da investigação que desenvolveu na sua tese de doutoramento sobre a obra do cineasta). Finalmente as fichas completas e fotografias de rodagem dos filmes programados nesta retrospectiva: A Almadraba Atuneira, A Festa, Falamos de Rio de Onor, Gente da Praia da Vieira, Histórias Selvagens, Um Tesoiro, Vilarinho das Furnas.
Publicam-se, claro, as fichas completas dos filmes programados, e um inventário dos documentários produzidos em Portugal em 2008.


Preço 5,05€

À venda na Livraria Municipal
PANORAMA | 2ª Mostra do Documentário Português
2008
“”Panorâmica” é um movimento de câmara em que esta, assente sobre um eixo imóvel, gira sobre si própria apresentando uma tomada de vistas horizontal e circular. No eixo do nosso movimento está a pergunta que cinema faz o documentário português?, resultado da dúvida essencial que nos guiou durante a elaboração deste projecto. Decidimos duvidar do cinema. E assim voltar a fazer perguntas que provavelmente já não são perguntas que se façam. Nesta perspectiva, o catálogo é a construção desse eixo, e a programação a tomada de vistas. No primeiro decidimos partir a pergunta ao meio e concentrar a reflexão na primeira parte: que cinema? E na programação junta-se a esta, a vontade de concretizar os conceitos encontrados, no panorama real do documentário português. Assim, para o catálogo, convidámos um conjunto de pessoas a voltar a pensar sobre o lugar mais fundo da construção no cinema, e do seu próprio trabalho. Críticos, professores de cinema, realizadores, e pessoas que trabalham mais directamente com os materiais do cinema (na montagem, na direcção de fotografia, no som) responderam a um mesmo conjunto de perguntas, onde se procurou perceber o que será o cinema, em que é que ele se funda, com que ferramentas opera, que instrumentos estão à sua disposição.”
(Inês Sapeta Dias, no texto de introdução)

O catálogo inclui as fichas dos filmes programados que correspondem a dois anos de produção. E ainda reflexões de Alberto Seixas Santos, Luís Miguel Oliveira, Pedro Marques, João Pedro Rodrigues, Manuel Mozos, Rui Poças, Joaquim Pinto, João Mário Grilo. Na rubrica “percursos no documentário português” foi visitada a obra de Paulo Rocha e o catálogo inclui textos sobre cada um dos filmes programados: Pousada das Chagas, Máscara de Aço contra Abismo Azul, Ilha de Moraes, As Sereias, Mudar de Vida.


Preço 5,05€
Esgotado

PANORAMA | 1ª Mostra do Documentário Português
2006
A primeira edição do PANORAMA decidiu arrumar a casa, e, mostrando todos os filmes recebidos, decidiu perguntar: “para onde olha o documentário português?”. Cruzando perspectivas sobre objectos aproximáveis, os filmes de dois anos de produção estão organizados por temáticas, pensando assim que filmes são possíveis a partir de um mesmo objecto. Para além das fichas dos filmes organizados exactamente por estes temas, PANORAMA pediu a algumas figuras da cultura portuguesa que descrevessem um documentário possível, imaginário, em falta. Essa pergunta deu origem a textos únicos (em palavras ou em imagens), onde o documentário adquire os limites da imaginação, onde se reflectem preocupações ou desejos, e vontades cinematográficas. O catálogo conta assim com intervenções de Jorge Silva Melo, Rui Horta, Nuno Rebelo, Joana Vasconcelos, Henrique Amaro, Pedro Lapa, Filipa César, Luís Afonso, António Modesto Navarro, Vítor Reia-Baptista, Luísa Ferreira.
Desde a sua primeira edição que o PANORAMA decidiu olhar também para trás, através de uma rubrica – “Percursos no Documentário Português” – onde uma visita a cineastas de ontem, provoca e criano objectos, reacções novas no público e cineastas de hoje. O primeiro cineasta visitado foi Manoel de Oliveira que escreveu sobre o documentário para este catálogo, e sobre cuja obra se publica igualmente um texto de António Cunha. São publicadas fichas completas dos seus filmes programados: Douro, Faina Fluvial; O Pintor e a Cidade; O Pão; As Pinturas do meu irmão Júlio.

“Assim foi crescendo a necessidade de um local onde, de forma mais concentrada, se pudesse vistoriar a produção recente portuguesa de documentários. E termos, de uma assentada, lugar apropriado para se saber o que se faz neste momento – um pouco por todo o lado, em escolas, produtoras, instituições… - e onde seja dada a possibilidade de discutir essa produção – e também como se faz, como se trabalha o documentário entre nós e como poderá poderia ser trabalhado. O melhor seria, julgámos, criando um ponto de encontro onde tal debate pudesse abranger grande parte dos criadores e dos seus públicos, trazer novamente para a ribalta algo que é querido ao conjunto dos documentaristas: o questionar cíclico dos seus rumos através da discussão de ideias.”
(António Loja Neves, no texto de introdução)

Página 1 de 2
<< 1 - 2 >>