A videoteca
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As instalações da Videoteca proporcionam aos seus utentes uma sala de visionamento individual com 3 postos com cadeiras duplas equipados com monitores HD e leitores Blue-Ray. A Videoteca possui também um pequeno auditório para projecção vídeo com a capacidade para 20 pessoas.

INSTALAÇÕES

História do Local
A Videoteca Municipal de Lisboa está instalada no Largo do Calvário em Alcântara no edifício da Promotora, antigas cocheiras do Palácio Real.

ALCÂNTARA
Cujo étimo de origem árabe significa “a ponte” surge pela primeira vez num alvará régio do reinado de D. João V e era na altura constituída essencialmente por palácios, conventos e quintas. No século XVI a ribeira de Alcântara era tão larga que permitia a navegação, mesmo nos seus dois afluentes, os riachos da Pimenteira e do Alvito, onde os nobres costumavam passear de barco. Ao longo da segunda metade do século XIX, Alcântara vai adquirindo os traços típicos de uma zona industrial e popular, onde surgem inúmeras pequenas fábricas e armazéns populares.
A Feira de Alcântara, em frente da estação de Alcântara-Mar, era muito animada por volta de 1900. Foi um dos locais privilegiados dos teatros populares onde, na época, actuavam as mais famosas estrelas, como Júlia Mendes ou Maria Vitória.

Desaparecida a ribeira de águas cristalinas frequentada por inúmeras lavadeiras, demolido o mercado construído no início do século XX no local onde hoje confluem a actual avenida de Ceuta e a via de acesso à ponde sobre o Tejo, desactivadas as antigas fábricas, pouco resta daquilo que caracterizou Alcântara ao longo das várias épocas. Nem mesmo o seu ex-libris, a chaminé de tijolo da era industrial, conseguiu resistir à inevitável erosão do tempo.

LARGO DO CALVÁRIO
O topónimo deve a sua designação ao Convento das religiosas franciscanas que foi construído na então designada Quinta do Porto, por invocação ao Monte Calvário. O Convento, fundado em 1617, veio a ser totalmente destruído pelo terramoto de 1755, morrendo sob os seus escombros 32 religiosas.
Situemo-nos no Largo do Calvário, em Alcântara, onde avulta o edifício verde da Promotora (a velha e benemérita Sociedade Promotora de Educação Popular, fundada em 1904, neste local desde 1911).

PALÁCIO
A Videoteca Municipal de Lisboa está instalada no que resta do Palácio Real de Alcântara (as cocheiras), actualmente conhecido por edifício da Promotora (a velha e benemérita Sociedade Promotora de Educação Popular, fundada em 1904, neste local desde 1911). Originariamente construído na segunda metade do século XVI, o imóvel teve como primeiro proprietário João Baptista Rovelásco, gentil-homem milanês, a quem, D. Felipe II de Espanha o viria a confiscar em 1580.

O antigo solar, mais tarde Palácio Real de Alcântara ou simplesmente Palácio do Calvário, serviu, até 1662, para veraneio de D. João IV e família. Aí residiram também D. Pedro II (que nesse local veio a falecer em 1706), seu irmão D. Afonso VI e o infante D. António (4º filho de D. Pedro II) que nele habitava quando o terramoto de 1755 quase o destruía por completo. Passados dez anos, o Palácio Real de Alcântara já estava de novo de pé; perdera a sua grandiosidade mas, ainda assim, continuava a ser uma agradável residência para condes e outros aristocratas que aí viveram até 1878, altura em que foi adquirido à Casa de Bragança pelo industrial Eduardo Conceição e Silva que, por sua vez, o viria a deixar por herança a Augusto Serra e Costa.

PROMOTORA
Para além dos ilustres residentes que se sucederam ao longo dos séculos, o edifício teve também uma utilização cultural. Em 1903 instalou-se aí o Clube de Lisboa (também conhecido por Clube do Calvário), depois passou a Centro Marques Leitão, vindo, finalmente, a acolher em 1911 a Sociedade Promotora de Educação Popular. Esta instituição, actual proprietária do imóvel foi fundada em 1904, no nº 25 da actual Rua Leão de Oliveira por um grupo de entusiastas da instrução e educação do povo, transferindo-se pouco depois para a Rua de Alcântara, nº 6. Em 1912, para fazer face aos encargos, a Promotora instalou no primeiro andar do edifício um cinema, tendo posteriormente, em 1931, adquirido o imóvel e construído no rés-do-chão um cinema mais moderno, que viria a funcionar até meados da década de 80. Actualmente, a Promotora continua a desenvolver a sua actividade educativa, funcionando no primeiro andar um externato onde é leccionado o 1º Ciclo do Ensino Básico.